segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Secovi realiza Encontro de Síndicos e Administradoras de Condomínios

Evento, que é ação tradicional na área de abrangência do Interior do Sindicato, foi prestigiado pelo vice-prefeito de São José dos Campos, Luiz Antonio Angelo Silva
Frederico, Gebara, vice-prefeito Angelo Silva e Amary
Na noite dessa quinta-feira,12/11, a unidade do Secovi-SP, Sindicato da Habitação, recebeu os interlocutores do setor condominial da região para promover a edição 2009 do Encontro Secovi de Síndicos e Administradoras de Condomínios.O evento aconteceu no auditório da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), reunindo dezenas de síndicos e administradores, além de outros interlocutores do setor, ocasião em que o assessor jurídico do Secovi-SP e instrutor da Universidade Secovi, João Paulo Rossi Paschoal, proferiu a palestra central de tema “Questões Polêmicas (Lei Antifumo, Inadimplência, Animais de estimação no condomínio). “Principalmente desde o advento do novo Código Civil, muita coisa mudou nos condomínios, e nem sempre existe o entendimento jurídico correto sobre essas peculiaridades”, analisou Rossi Paschoal.Hoje, leis inéditas, como a que permite o protesto do boleto condominial, ou mesmo a antifumo, acabaram por atribuir maior responsabilidade aos síndicos, e, por conseqüência, aos próprios condôminos, completou, ainda, o especialista.Ainda, o evento contou com as presenças de Lidomer Gronsk, diretor de Condomínios da entidade na região, Flavio Amary, vice-presidente do Interior do Secovi-SP e diretor geral da entidade em Sorocaba; e Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato. O vice-prefeito de São José, Luiz Antonio Angelo da Silva,também prestigiou o Encontro.“É de fundamental importância que as administradoras de condomínios atentem para a eficácia e idoneidade. Os setores produtivos exigem cada vez mais agilidade, pois tudo muda muito rapidamente. Na área condominial não é diferente”, analisou, na ocasião, Gebara.As inscrições, gratuitas, foram condicionadas a doação de um brinquedo para a Campanha do Projeto Ampliar, braço social do Secovi-SP, posteriormente direcionadas as instituições de São José dos Campos. O Encontro teve apoio de Acevale e jornal Valeparaibano. Outras informações pelos telefones (12) 3922-6605 ou 3942-9975, e-mail valedoparaiba@secovi.com.br.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Como administrar conflitos em condomínios por meio da mediação

Curso ensina técnicas de diálogo e formas de solucionar conflitos entre os moradores
Viver em condomínio é um constante desafio para a maioria dos moradores, uma vez que a harmonia e bem estar geral da convivência em grupo depende de cada um dos habitantes. Como nem todos respeitam as regras da boa convivência e acabam levando seu estilo de vida para fora dos limites do apartamento, os resultados são aborrecimentos ou mesmo desconforto para os demais ocupantes da habitação.Esses conflitos geralmente vão parar nas reuniões de condomínios e, por esse motivo, para ajudar síndicos, administradoras de condomínios e demais profissionais diretamente ligados a essa situação, a Universidade Secovi promove o curso Reuniões de condomínio produtivas através do uso da mediação - Como facilitar reuniões de condomínio, de 3 a 17/9, às quintas-feiras, das 19 às 22 horas, na avenida Brigadeiro Luiz Antonio, 2.344 - 9° andar. Os participantes conhecerão técnicas de diálogo e de construção de consenso, discussão do conflito em grupo e manejo dos problemas por meio da mediação como método alternativo de resolução dos conflitos.O curso será ministrado pelo advogado especializado em mediação de conflitos, conciliação e negociações, Pedro Luiz de Toledo Piza e as psicólogas, mediadoras e terapeutas individual e familiar Célia Bernardes e Vania Curi Yazbek. Conta 20 pontos para o PQE nos segmentos de Administração de Condomínios e Associação de Adquirentes de Lotes. Inscrições no Call Center.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Aluguel com reajuste em novembro pode cair 1,31%

Essa é a variação do IGP-M acumulado nos últimos 12 meses

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 0,05% em outubro, totalizando uma variação de -1,57% no ano e de -1,31% no período de 12 meses compreendido entre novembro de 2008 e outubro deste ano.Com isso, os contratos de aluguel com aniversário em novembro poderão sofrer redução de 1,31%, visto que o IGP-M baliza boa parte dos contratos de aluguel de imóveis residenciais.Um imóvel alugado por R$ 1 mil até outubro passa a valer R$ 986,90 a partir de novembro pelos próximos 12 meses. O fator multiplicador em relação ao aluguel de outubro é de 0,9869. É preciso levar em conta que esse reajuste vale para contratos com reajuste em novembro e pagamento no início de dezembro.Fatores de Reajustes de aluguel:Contrato com aniversário em setembro de 2009 e pagamento em outubro: 0,9929Contrato com aniversário em outubro de 2009 e pagamento em novembro: 0,9960Contrato com aniversário em novembro de 2009 e pagamento em dezembro: 0,9869

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Gerenciamento de Empreendimento de Parcelamento do Solo Urbano finaliza com grande sucesso

Iniciativa atraiu público seleto, inclusive da região de Campinas, a partir de transmissão ao vivo pela internet. Final do curso foi comemorado com aula especial seguida de almoço na sede do Secovi-SP
Presença marcante do Interior, como a dos dirigentes da Paiguá e Frias Neto, em Piracicaba
O curso Gerenciamento de Empreendimento de Parcelamento do Solo Urbano, iniciativa dividida em 11 módulos, que abordou desde a visão global até a conduta ética na atividade de parcelamento do solo urbano terminou nesta quarta-feira, 29/10, com uma aula especial na sede do Secovi-SP, seguida de almoço de confraternização com alunos, professores e diretores do Sindicato.O coordenador do curso e diretor do Sindicato, Vicente Amadei, que já atua na área há quase quatro décadas e coordena iniciativas desse perfil desde 1991 no âmbito do Secovi-SP, festeja os resultados positivos de mais essa edição. “Organizamos, de forma estratégica, várias situações ativas de aprendizagem, que possibilitaram ao participante a troca contínua de idéias e a divisão de experiências com os docentes e demais alunos. Esse conjunto acabou criando uma nova dinâmica e deu um tom de inovação para esta edição”, refletiu Amadei.Com transmissão simultânea para a região de Campinas, a partir da unidade regional do Sindicato, a ação atraiu um considerável público dessas regiões do Estado. "Estamos plenamente satisfeitos não só com o conteúdo assimilado, mas também com a logística de transmissão à distância", analisa Angelo Frias, da Frias Neto, com sede em Piracicaba. "Participei de todos os módulos tranquilamente, e sei que esse aprendizado enriquecerá ainda mais a rotina de minhas atividades", completa Marcos Rodrigo Camossi, da Paiaguá Loteamentos Ltda, também em Piracicaba.Além de aprimorar conhecimentos de empresários, profissionais e representantes do Poder Público que atuam na área de parcelamento do solo urbano, objetivando a melhoria da qualidade dos projetos, da execução de obras e serviços, do atendimento ao cliente e das exigências legais, capacitando proprietários de glebas, iniciantes na atividade de loteamento, estudantes, prestadores de serviços e demais interessados, o curso foi uma grata surpresa para muitos, a exemplo de Jackson Fischer, investidor imobiliário que há tempos participa de iniciativas desse perfil no âmbito da Universidade Secovi. "Foi uma das maiores surpresas de minha vida profissional, e desmistificou a impressão errônea que tinha sobre entidades de classe. Conteúdo, técnica, corpo docente, logística, enfim, tudo perfeito", evidenciou.Ainda, a iniciativa contou pontos pra o Programa Qualificação Essencial (PQE) do Sindicato nas áreas de Loteamentos e Associações de Adquirentes de Lotes.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Condôminos, convivência razoável e responsabilidade

Recentemente, foi divulgada uma decisão da apelação cível alcançada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, e relatada pelo Desembargador Francisco Loureiro, jurista de reconhecido saber, cuidando de ofensas feitas por uma criança a um funcionário do condomínio. Na decisão, foi interpretada e afastada a alegação de que o menor não possuiria discernimento suficiente para compreender a ilicitude do ato, e, por fim, decretada a responsabilidade dos pais, pela indenização pelos danos morais sofridos pelo empregado. Mais uma vez, restou ao Judiciário o balizamento de situações e de comportamentos que deveriam ter sido resolvidos por nós - a sociedade -, se fossemos razoavelmente educados, e tivéssemos ciência de que vivemos em comunidade: todos têm direitos e deveres. Realmente, se é verdade que cumpre naturalmente ao Judiciário deslindar os litígios, é igualmente verídico que poderíamos atribuir aos juízes somente as questões efetivamente graves, difíceis. Impossível deixar de ver com vergonha (para os pais do garoto, é lógico, mas também para nós, cidadãos) essa necessidade de vir, o Tribunal de Justiça (a mais alta corte do Estado, composta por magistrados com enorme experiência), dar um puxão de orelhas nos responsáveis pela conduta de um filho.A punição dos pais da criança é lição que força algumas ponderações de índole jurídica (sob as óticas comportamental e cultural, as conclusões perturbam pela inerente evidência). Sob a luz da legislação, os pais são responsáveis pela reparação civil quanto aos filhos sob sua autoridade e em sua companhia, prevê o Código Civil. E este diploma legal dispõe claramente acerca da obrigação de reparar o dano (material ou moral). Sendo assim, mesmo que ocorra, ante a injúria, a difamação, ou a calúnia, dano exclusivamente moral, haverá fixação de indenização.Por outro lado, todos, empresas ou condomínios, têm necessidade de manter funcionários competentes e equilibrados e, se não o tiverem, responderão pelos atos que os maus ou desidiosos trabalhadores praticarem. Esta certeza é palmar e aconselha, aliás, senão o desejável treinamento, o desligamento do empregado inconveniente. No reverso, o que esses funcionários venham a sofrer na sua condição vinculada ao empregador, igualmente ensejará responsabilidade.Teria sido melhor a todos os envolvidos no episódio a busca de uma solução não judicial, legalmente aplicável: aí estão competentes cortes de mediação, conciliação, arbitragem. São entidades que têm exibido desempenho muito bom, sendo perfeitamente adequadas para a solução desses casos. E, por que não cuidar de casos desse naipe no próprio condomínio?Vários têm incentivado a criação de comitês para a solução de desavenças (como ocorre nos clubes e nos conselhos de profissionais, por exemplo), contratando especialistas em dinâmica de grupo e incentivando debates francos e honestos, trazendo os condôminos para as assembléias - foro privilegiado e específico para o desaguar das insatisfações. Tudo isso, sempre resgatada a simples - porém às vezes esquecida -, certeza de que os moradores em condomínios precisam observar algumas regras presentes tanto em manuais de boas maneiras, quanto no direito de vizinhança (novamente, nosso Código Civil).Tudo, sob as penas da lei.*Diretor de Legislação do Inquilinato, membro do Conselho Jurídico do Secovi-SP, e presidente do Conselho de Mediação e Arbitragem do PQE – Programa Qualificação Essencial do Sindicato

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A preocupação com a qualidade explica o sucesso?

Grandes líderes do mercado contaram suas experiências empresariais na sede do Secovi-SP
Mauad, Wertheim, Chap Chap, Gambi, Pereira de Almeida e Bushatsky
Em seu último evento do ano, o PQE ofereceu uma oportunidade única para os interlocutores do setor: sob a coordenação de Paulo Germanos, ex-presidente e membro do Conselho Consultivo do Secovi-SP, três verdadeiros “monstros sagrados” do mercado imobiliário nacional estiveram, na noite de 18/11, na sede do Secovi-SP, para expor um pouco de suas histórias de vida, trajetórias de sucesso que não se deram por acaso, mas, antes de tudo, foram edificadas também por meio da qualidade, ética e muito trabalho, trazendo diferenciais para suas carreiras e empresas.A vontade de lutar – expressando extremo amor ao País e à atividade que exerce a mais de cinco décadas, Luciano Wertheim, atual vice-presidente da ACSP – Associação Comercial de São Paulo; membro do Conselho Consultivo do Secovi-SP e proprietário da Luciano Wertheim S/A Empreendimentos Imobiliários, assistiu de perto ao nascimento da atividade de incorporação imobiliária em São Paulo, que se deu também com a “valiosa contribuição do Sindicato”, como mesmo diz: “o Secovi é meu segundo lar, sempre foi”. Wertheim lembrou que não se deve interpretar qualidade no sentido formal do termo, pois, em seu sentido mais simples, ela é condição necessária, mas não suficiente para garantir o sucesso. “Qualidade envolve conceitos amplos, a exemplo de ética, adequação do projeto à condição e categoria social, conhecimentos econômicos, antropológicos, enfim, uma série de fatores, e, principalmente muita vontade de lutar”, considerou. “Podemos ter um exército bem equipado e gabaritado, mas, se não tivermos a vontade lutar, nada acontece”, completou.O empresário continuou seu discurso, abordando itens essenciais para a execução de uma obra, reportando-se à sua vasta experiência no setor, já que ele, literalmente, vivenciou o processo de migração da população rural para as áreas urbanas paulistanas. “Por esta e outras razões, nós, que estamos envolvidos com um setor tão visceral para o ser humano, precisamos extrapolar os conhecimentos em engenharia, e aprofundar-nos também em sociologia e antropologia. Foi o que fiz”, ilustrou.Wertheim terminou sua participação no evento citando trechos de um verso do ilustre Gonçalves Dias: “a vida é uma luta, os fracos se abatem, e os bravos e fortes se exaltam”, disse. A título de orientação para suplantar o momento econômico atual, o empresário deixou um recado: “a preocupação com o sucesso envolve a qualidade, se tivermos vontade de lutar. A nossa garantia é a própria garantia do cliente, e, só devemos prometer entregar aquilo que tivermos a certeza de terminar. Assim superaremos essa fase turbulenta que ora vivenciamos”, disse. O sonho da cidade à beira mar – “quando acreditamos realmente no que estamos fazendo, fatalmente teremos êxito”. Assim Luiz Carlos Pereira de Almeida, ex-presidente da Fiabci Brasil e Mundial e proprietário da Sobloco Construtoras S/A, iniciou sua participação no evento. O empresário, responsável pela urbanização da Riviera de São Lourenço, no Litoral de São Paulo, contou um pouco de sua odisséia para que um sonho antigo se realizasse, e não foi fácil, segundo mesmo diz. “Lutamos até para conseguir mudança de leis, e também para convencer a opinião pública de que era possível construir prédios em frente ao mar a partir de uma atitude sustentável”, revelou. A proposta da Sobloco naquela época era – como é até hoje – fazer com que o maior número de pessoas pudesse desfrutar de lazer com segurança, equilíbrio, e sem perder o sentido de preservação do meio ambiente. “Não pararemos por aqui. É uma história de quase três décadas que gerou bons frutos e serviu de exemplo para a expansão e progresso inclusive de outras localidades da cidade”, afirma Pereira de Almeida. Hoje a Sobloco atua fortemente na região do ABC paulista, aonde já planeja verdadeiros bairros repletos de infra-estrutura e diferenciais tecnológicos.O fundador da Sobloco, que começou sua carreira como engenheiro da prefeitura e mais tarde loteando cemitérios, se mostrou mais cheio de vida do que nunca, e fez questão de passar uma mensagem essencial para quem está começando: “ética e responsabilidade não é coisa que se consegue do dia para a noite, pode levar uma vida inteira. Quanto mais mantermos a confiança no nosso produto, mais cativaremos nosso cliente”, finalizou.O homem que vendeu um fusca para iniciar um império – quando nos idos da década de 40 o garoto Romeu Chap Chap passeava ainda de calças curtas num bonde camarão, ao longo da já palpitante avenida Paulista com seus novos e fascinantes “espigões”, talvez não imaginasse aonde iria chegar. Ou, talvez sim, dada a sua determinação e seriedade em tudo o que já fazia e faz até os dias de hoje. De distribuidor de panfletos de anúncio de cinema, ou como um vendedor de móveis de êxito, ou mesmo no papel de jovem universitário que, incansavelmente, produziu cerca de 600 ofícios solicitando às grandes empresas e instituições norte-americanas uma primeira oportunidade de viagem ao exterior, Chap Chap, atual presidente do Conselho Consultivo do Sindicato e proprietário da Construtora Romeu Chap Chap Ltda, construiu um império que, de longe, transcende as raias financeiras. “Minha filosofia é fazer diferença na vida das pessoas, e isso se consegue com foco e respeito ao cliente”, considerou o empresário. Ainda segundo Chap Chap, o sucesso de fato só acontece se o compromisso com a qualidade for uma constante.Esse viajante por natureza, logo percebeu que a saúde da indústria imobiliária é visceral para o crescimento de um país, e que a aproximação de entidades de classe - a exemplo do Secovi-SP, do qual esteve à frente por algumas gestões -, com o mundo político além de abrir portas, une um setor em prol de uma mesma causa. “Conviver com o concorrente de forma saudável e ouvir a experiência do parceiro são bases para o sucesso. Entidades são escolas”, concluiu. A exemplo de seus parceiros, Chap Chap fez questão de passar ao público alguns lemas que pautaram sua vida: “Só façam aquilo que realmente vocês gostam, respeitem seus limites e não corram atrás do dinheiro. Ele chega naturalmente, se você desempenhar um bom trabalho”.O “senhor da habitação”,como já é reconhecido em seu ramo, ainda evidenciou o poder e a importância da paciência, qualquer que seja a “empreitada” que iremos enfrentar. “Mesmo com um produto de qualidade, se o empresário não tiver atendimento e conquistar a satisfação do cliente, nada acontece”, afirmou, fazendo, ainda, um alerta: “sempre teremos alguém duvidando do que fazemos, mas, se vendermos a ‘verdade’, nada nos atingirá”.Após reconhecer no PQE uma “estrutura fantástica” que precisa ser mantida, o atual presidente do Conselho Consultivo do Sindicato passou a palavra a Miguel Sergio Mauad, ex-presidente e membro do Conselho Consultivo do Secovi-SP, que por sua vez conduziu as homenagens às empresas, que, pela 10ª vez consecutiva (desde a criação do Programa), conseguiram sua certificação.O evento também foi prestigiado pelo coordenador e presidente do Conselho de Arbitragem do PQE, Luis Fernando Gambi e Jaques Bushatsky, respectivamente.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

VAMOS COMEÇAR DE ONDE ESTAMOS

Discurso de posse do presidente do Secovi-SP, João Crestana, pronunciado em 24/9, no hotel Holiday Inn

UM DIA VIERAM E LEVARAM MEU VIZINHO QUE ERA JUDEU. COMO NÃO SOU JUDEU, NÃO ME INCOMODEI. NO DIA SEGUINTE VIERAM E LEVARAM MEU OUTRO VIZINHO QUE ERA COMUNISTA. COMO NÃO SOU COMUNISTA, NÃO ME INCOMODEI. NO TERCEIRO DIA VIERAM E LEVARAM MEU VIZINHO CATÓLICO. COMO NÃO SOU CATÓLICO, NÃO ME INCOMODEI. NO QUARTO DIA, VIERAM E ME LEVARAM; JÁ NÃO HAVIA MAIS NINGUÉM PARA RECLAMAR. COM ESTAS PALAVRAS DE MARTIN NIEMÖLLER, PASTOR LUTERANO, NA ÉPOCA DO NAZISMO, LEMBRO A TODOS DO DESAFIO DE CONTINUARMOS LUTANDO SEMPRE PELA CIDADANIA, PELAS LIBERDADES DE PENSAMENTO, DE EXPRESSÃO E DE ATITUDE, CONDIÇÕES INDISPENSÁVEIS PARA UMA DEMOCRACIA DE QUE TANTO NOS ORGULHAMOS. MINISTRA DILMA ROUSSEF, PREFEITO GILBERTO KASSAB, PEÇO LICENÇA PARA, EM SEU NOME SAUDAR AS SENHORAS E OS SENHORES PRESENTES QUE MUITO NOS HONRAM NESTA CERIMÔNIA. MINISTRA, O SETOR A HOMENAGEIA ESPECIALMENTE PELO INÉDITO INTERESSE EM CONHECER NOSSAS REALIDADES, E PELA INTERAÇÃO SINCERA, OUVINDO E DIALOGANDO NA MONTAGEM DA ESTRUTURA DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA. SUA ATITUDE DE RESPOSTA À CRISE FOI IMEDIATA, SEM AGUARDAR QUE PLANOS E PLANOS SE DESENVOLVESSEM BUROCRATICAMENTE POR INTERMINÁVEIS MESES, SEM RESPEITO ÀS NECESSIDADES DOS CIDADÃOS. O DESAFIO DO PRESIDENTE LULA POR UM NOVO PATAMAR FOI ACEITO CORAJOSAMENTE – UM MILHÃO DE MORADIAS -, CONTRA A RECOMENDAÇÃO DE DEZENAS DE RECEOSOS COLABORADORES, QUE LHE REPETIAM SER O NÚMERO IMPOSSÍVEL. O ESTADO E A CIDADE DE SÃO PAULO TAMBÉM RECONHECERAM A PRIORIDADE DADA PELA SOCIEDADE À HABITAÇÃO, COM PROGRAMAS EFETIVOS PRÓPRIOS. MAIS, DEVEM SER LOUVADOS POR DESPREZAR PRECONCEITOS E POR ADERIREM AO “MINHA CASA MINHA VIDA”, ASSINANDO TERMO DE COOPERAÇÃO CONJUNTA. RECENTEMENTE, O GOVERNO PAULISTA AJUDOU A VIABILIZAR A FAIXA DE ATÉ TRÊS SALÁRIOS, AO SE COMPROMETER A SUBSIDIAR O PREÇO DA CAIXA ECONÔMICA, EM SÃO PAULO, PARA VALOR VIÁVEL NA REGIÃO METROPOLITANA. SÃO ATITUDES FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS QUE NOS OFERECEM EXEMPLOS MAGNÍFICOS DE “COMEÇAR DE ONDE ESTAMOS”. E, COMEÇAR DE ONDE ESTAMOS SIGNIFICA NÃO DAR EXAGERADA ATENÇÃO ÀQUELES QUE DEFENDEM TECNICAMENTE QUE ALGO, QUE É CERTO, NÃO PODE SER FEITO. SIGNIFICA FOCAR NOSSAS ATENÇÕES JUNTO ÀQUELES QUE NOS EXPLICARÃO COMO SE PODERÁ FAZER O CERTO, MESMO ENFRENTANDO TODAS AS ADVERSIDADES E VENCENDO PRECONCEITOS. SE NÃO FOI FEITO NO PASSADO, NÃO IMPLICA QUE NÃO PODERÁ SER FEITO AGORA. A EXPECTATIVA DE POSSÍVEIS CONDIÇÕES FUTURAS MAIS FAVORÁVEIS NÃO PODE SERVIR DE JUSTIFICATIVA PARA QUE NÃO SE FAÇA EXATAMENTE NESTE MOMENTO, E NÃO DEPOIS. REVERÊNCIA E APRENDIZADO DEVEM SER ASSOCIADOS AO PASSADO. AO FUTURO, ESPERANÇA; MAS NÃO ESPERANÇA INDOLENTE E SIM AQUELA QUE SE CONFIGURA EM PLANOS DE AÇÃO CONCRETOS E DETALHADOS. E O FUTURO NÃO COMEÇA NO PRÓXIMO MANDATO, OU APÓS A APROVAÇÃO DAQUELA ESPERADA LEI, OU MESMO, DEPOIS DO CARNAVAL. O FUTURO DE UMA NAÇÃO COMEÇA NO PRÓXIMO MINUTO, E SE ESTENDE PELA ETERNIDADE, É INEXORÁVEL E NÃO PODE SER ADIADO. POR ISSO, COMEÇAR DE ONDE ESTAMOS SIGNIFICA TRABALHO ARROJADO E DEDICAÇÃO INCANSÁVEL JÁ, POIS O PASSADO NÃO JUSTIFICA QUALQUER INAÇÃO, E O FUTURO NÃO ESPERA EVENTOS INCERTOS PARA SE INICIAR. MAIS UMA VEZ ASSUMIMOS A PRESIDÊNCIA DO SECOVI SÃO PAULO – UM DOS MAIS REPRESENTATIVOS SINDICATOS DO SETOR IMOBILIÁRIO. AGRADECEMOS A CONFIANÇA DEPOSITADA EM NOSSA DIRETORIA QUE TOMA POSSE HOJE. AGRADECEMOS O APOIO DE NOSSOS FAMILIARES, AMIGOS, DIRETORES E COMPANHEIROS DE SINDICATO E FUNCIONÁRIOS DESTA ENTIDADE DE CLASSE QUE TANTO APRENDEMOS A RESPEITAR. AS METAS ASSUMIDAS NO DISCURSO DE POSSE ANTERIOR, EM SETEMBRO DE 2007, FORAM ALCANÇADAS A CONTENTO. O PROGRESSO DE ALGUMAS DELAS DEVE SER RELEMBRADO. APÓS ACELERADO CRESCIMENTO, O MERCADO IMOBILIÁRIO TRADICIONAL SE MANTEVE FIRME DIANTE DE UMA DAS PIORES CRISES FINANCEIRAS INTERNACIONAIS. HÁ MOSTRAS VISÍVEIS DE DESENVOLVIMENTO EQUILIBRADO E EM RITMO SUSTENTADO. CONQUISTAMOS ATENÇÃO DA SOCIEDADE PARA A HABITAÇÃO POPULAR. O GOVERNO INTERAGIU COM EMPRESÁRIOS, ENTIDADES E MOVIMENTOS POPULARES E ELABOROU O PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA, COM FORTE IMPACTO SOCIOECONÔMICO PARA O PAÍS NOS PRÓXIMOS ANOS. É O PRIMEIRO PASSO DA POLÍTICA PERENE DE ESTADO QUE TANTO PEDÍAMOS. RECURSOS DO ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO E DO FGTS AUMENTARAM O PODER DE COMPRA DAS FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA E ESTIMULARAM NOVOS EMPREENDIMENTOS DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS, NOTÓRIAS CRIADORAS DE EMPREGOS. O GOVERNO FEDERAL ABRIU MÃO DE PARTE DE SUA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA E DESONEROU MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO, ALÉM DE TER REDUZIDO ALÍQUOTA DO REGIME ESPECIAL TRIBUTÁRIO NO PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO. A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL ANUNCIA TREINAMENTO, RESPONSABILIZAÇÃO PESSOAL E PREMIAÇÃO POR MÉRITO DE SEUS FUNCIONÁRIOS COMO UMA DAS FORMAS DE MELHOR ATENDER À DEMANDA. OS CARTÓRIOS AGORA DEVEM REGISTRAR GRATUITAMENTE OS IMÓVEIS DESTINADOS ÀS FAMÍLIAS COM RENDA DE ATÉ TRÊS SALÁRIOS MÍNIMOS E APLICAR REDUTORES NO REGISTRO DAS DEMAIS UNIDADES. SE HOUVE INJUSTIÇAS, OU REDUNDÂNCIAS, DEVERÃO SER CORRIGIDAS, POIS ELES DESEMPENHAM ESSENCIAL PAPEL SOCIAL COMO GUARDIÃES DA SEGURANÇA JURÍDICA. OS PEQUENOS CARTÓRIOS DEMANDAM SAÚDE FINANCEIRA, POIS O AUMENTO DA BASE DE PROPRIEDADES REGISTRADAS EM TODO O PAÍS SIGNIFICA PROPRIEDADE CIDADÃ E COMBATE À INFORMALIDADE. DEFENDEMOS AS INSITUIÇÕES POSITIVAS DO PAÍS E ABRIMOS IMPORTANTE CANAL DE DIÁLOGO COM O MERCADO DE CAPITAIS, NA BUSCA DE INSTRUMENTOS DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS. APROXIMAMOS O SINDICATO DOS CONDOMÍNIOS E SÍNDICOS, DESENVOLVENDO NOVOS PRODUTOS E SERVIÇOS, FORTALECENDO OS LEGÍTIMOS VÍNCULOS REPRESENTATIVOS. INCONTESTAVELMENTE, SUPERAMOS OBSTÁCULOS NESSES DOIS ÚLTIMOS ANOS. AGORA, É “COMEÇAR DE ONDE ESTAMOS” O TEMPO É DE OLHAR PARA O FUTURO, TRAÇAR METAS NOVAS E TRABALHAR COM ARROJO E DETERMINAÇÃO. REITERAMOS O FIRME PROPÓSITO DE COLABORAR COM A FORMATAÇÃO DE UMA POLÍTICA DE ESTADO PARA HABITAÇÃO, PERENE, QUE LEVE O BRASIL A SOLUCIONAR, NOS PRÓXIMOS 15 ANOS, O SEU VERGONHOSO DÉFICIT HABITACIONAL DE OITO MILHÕES DE UNIDADES. BEM ASSIM, URGE GANHAR FATIA DE MERCADO SOBRE A PRODUÇÃO INFORMAL OU QUASE INFORMAL DE MORADIAS, ESTIMADA ANUALMENTE EM CERCA DE CINCOENTA POR CENTO. O PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA É O PRIMEIRO PASSO NESTE SENTIDO. PARA A SEQUÊNCIA, PODER PÚBLICO E INICIATIVA PRIVADA DEVEM FOCAR SEUS TRABALHOS EM QUATRO VERTENTES FUNDAMENTAIS. A PRIMEIRA REFERE-SE À PERENIZAÇÃO DOS RECURSOS PARA A PRODUÇÃO E O FINANCIAMENTO DE IMÓVEIS ECONÔMICOS E DE INTERESSE SOCIAL. CONFIAMOS EM DUAS FONTES PARA CONSTRUIR UNIDADES E PARA INCREMENTAR O PODER DE COMPRA DAS FAMÍLIAS: O FGTS E UMA PEQUENA PARTE DO ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO. INDISPENSÁVEL MANTER A SAÚDE DO FUNDO E SUA ESTRITA APLICAÇÃO LEGAL EM HABITAÇÃO. VAMOS LEMBRAR QUE O EQUILÍBRIO NA REPRESENTATIVIDADE DA SOCIEDADE CIVIL NO CONSELHO CURADOR DO FUNDO DE GARANTIA TEM SERVIDO DE EXEMPLO. SÃO BONS RESULTADOS E EFICIÊNCIA NA GESTÃO DE RECURSOS PRIVADOS, DOS TRABALHADORES, NO BRASIL E NO EXTERIOR. IMPORTANTE TAMBÉM, PERENIZAR VERBAS DO ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO. NA AVALIAÇÃO DE EMPRESÁRIOS, REPRESENTANTES DO PODER PÚBLICO E MOVIMENTOS POPULARES, SIGNIFICA APROVAR PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL EM TRAMITAÇÃO NO CONGRESSO DESDE AGOSTO DE 2008, DESTINANDO 2% DA ARRECADAÇÃO FEDERAL E 1% DA ARRECADAÇÃO DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS PARA A MORADIA POPULAR. SÃO PAULO JÁ VINCULA COM SUCESSO 1% DO ICMS PARA TAL FIM. A SEGUNDA VERTENTE É O FORTALECIMENTO ESTRUTURAL DAS EMPRESAS, SUA TECNOLOGIA E QUALIDADE, COM SUSTENTABILIDADE. PRODUÇÃO EM ESCALA, GRANDES VOLUMES, COM MARGENS DE LUCRO MENORES, IMPLICA GRANDE INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA. TENDO COMO PANO DE FUNDO A SUSTENTABILIDADE – AMBIENTE, SOCIEDADE E CULTURA. GESTÃO ESTRATÉGICA, PRIORIZANDO QUALIDADE DE CONSTRUÇÃO E BAIXOS CUSTOS DE MANUTENÇÃO. AFINAL, OS NOVOS CONSUMIDORES SOMENTE PODERÃO PAGAR AS MAIS REDUZIDAS TAXAS DE CONDOMÍNIO. OS PROGRAMAS OFICIAIS DE QUALIDADE SÃO ANACRÔNICOS E RETRÓGRADOS, PRIORIZANDO ENGESSAMENTO E BUROCRACIA. É TEMPO DE DIÁLOGO, É TEMPO DE AVALIAR RESULTADOS DO QUE EXISTE, E MODIFICAR, QUEBRAR PARADIGMAS. IMPLANTAR NOVO MODELO CONSENSUAL PARA GARANTIR QUALIDADE, BONS PRODUTOS, BOA TECNOLOGIA. RESULTADOS EFETIVOS AO MORADOR, E NÃO SOMENTE PAPÉIS PROTOCOLARES, PREENCHIDOS INUTILMENTE E ABANDONADOS EM UM ESCANINHO EMPOEIRADO DAS EMPRESAS. DINHEIRO E TEMPO JOGADOS FORA. TERCEIRA VERTENTE, O BOM URBANISMO, A ARQUITETURA BELA, HUMANA E FUNCIONAL. A META DE CONSTRUIR OITO MILHÕES DE NOVAS UNIDADES NÃO PERMITE ERROS, COMO OS COMETIDOS NO PASSADO, QUANDO CONJUNTOS HABITACIONAIS INADEQUADOS E CONSTRUÍDOS ÀS PRESSAS CRIARAM GUETOS EXCLUDENTES E MAL INSERIDOS NA INFRAESTRUTURA. MORADIA TEM DE FAZER PARTE DA BOA OCUPAÇÃO URBANA, COM ATENDIMENTO ÀS NECESSIDADES DE HUMANIDADE, ESTÉTICA E ORGANIZAÇÃO ECONÔMICA. REVITALIZAÇÃO DE ÁREAS CENTRAIS, OCUPAÇÃO CORRETA DE VAZIOS URBANOS, APROXIMAÇÃO DA MORADIA DO LOCAL DE TRABALHO, TRANSPORTE PÚBLICO INTEGRADO SÃO ALICERCES PARA UMA POLÍTICA DE ESTADO DE HABITAÇÃO. DENSIDADE, MOBILIDADE E IDENTIDADE DEVEM SER OTIMIZADAS, COMO BASE À MODERNIZAÇÃO DE PLANOS DIRETORES. DENSIDADE PRODUZ CIDADES DESEJÁVEIS E COMPACTAS, MOBILIDADE PERMITE A INCLUSÃO DE COMUNIDADES FORMAIS E INFORMAIS, E IDENTIDADE REPRODUZ NO URBANO O ESPÍRITO DOS CIDADÃOS. A QUARTA VERTENTE, INSTITUIÇÕES. CÓDIGOS DE OBRAS, APROVAÇÕES, AGILIDADE, ADEQUAÇÃO E EFICIÊNCIA DE ÓRGÃOS PÚBLICOS, FISCALIZAÇÃO, INTERAÇÃO COM A SOCIEDADE. DENTRE TODAS, A MAIS PREMENTE, SEGURANÇA JURÍDICA. LAMENTAVELMENTE, DIREITO ADQUIRIDO, COISA JULGADA E ATO JURÍDICO PERFEITO JÁ NÃO TÊM SIDO RESPEITADOS. EM NOME DE UMA EVENTUAL OPINIÃO DE PROMOTOR PÚBLICO OU DE MAGISTRADO – MUITAS VEZES COM POUCA EXPERIÊNCIA -, EM BUSCA DO QUE LHES PARECE MELHOR, SOCIAL OU AMBIENTALMENTE, TAIS GARANTIAS HISTÓRICAS TÊM SIDO NEGADAS. COMO NA LENDA DO BOM TIRANO, FICAMOS À MERCÊ DE PESSOAS FÍSICAS, QUE DÃO NOVO RUMO AO DISPOSTO PELAS LEIS ESTABELECIDAS. SE ACERTAREM, BOM. SE ERRAREM, - E SÃO PESSOAS HUMANAS - ALGUM DIA UMA INSTÂNCIA SUPERIOR CORRIGIRÁ. MAS, CONVENHAMOS, EM UMA ATIVIDADE ECONÔMICA DE LONGO PRAZO, QUE SE BASEIA NA CREDIBILIDADE ENTRE EMPRESAS INCORPORADORAS E CENTENAS DE FAMÍLIAS ADQUIRENTES, UMA LIMINAR SUSPENDENDO DETERMINADO EMPREENDIMENTO É SENTENÇA DE MORTE, QUE NUNCA MAIS PODERÁ SER CORRIGIDA POR SEGUNDA INSTÂNCIA. OS EMPRESÁRIOS ESTÃO DISPOSTOS A CORRER RISCOS DO NEGÓCIO, CHUVAS, CUSTO DOS MATERIAIS, PREÇO BAIXO, POUCA DEMANDA, MUDANÇAS NA ECONOMIA MUNDIAL. TODAVIA, NÃO É HUMANO EXIGIR QUE SE SUJEITEM À INSEGURANÇA DAS ESTRUTURAS JURÍDICAS, AO BEL PRAZER DE UM ÓRGÃO PÚBLICO QUE PODE INTERPRETAR AS LEIS COMO MELHOR LHE APROUVER EM UM MOMENTO FUTURO. SEGURANÇA JURÍDICA É PROTEÇÃO AO CIDADÃO E AO ESTADO. NEGÁ-LA A UM DELES É ACABAR COM A CREDIBILIDADE DESSA PROTEÇÃO QUE DEVE SER UNIVERSAL E PERENE. MELHOR UMA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA, NO ESTADO DE DIREITO, DO QUE CONFIAR NA LENDA DO BOM TIRANO. INSTITUIÇÕES SÃO UMA ESCALA PARA RESPONDERMOS BEM À QUESTÃO “ESTADO MÍNIMO” OU “ESTADO CONTROLADOR”? A RESPOSTA NÃO PODE SER MANIQUEÍSTA. ELA PASSA PELA CONCILIAÇÃO, UM ESTADO EFICAZ – QUE FAZ AS ATRIBUIÇÕES CORRETAS, INDICADAS PELAS LEIS. E FAZ ISSO EFICIENTEMENTE, SEM GASTOS DESNECESSÁRIOS. COMO SINDICATO, VAMOS EXERCER NOSSA OBRIGAÇÃO DE CONHECER O MERCADO, CONHECER AS CONDIÇÕES POLÍTICAS, ENTABULAR NEGOCIAÇÕES, CONHECER QUAIS SÃO OS POLÍTICOS QUE COMUNGAM COM NOSSOS ANSEIOS E PRINCÍPIOS. VAMOS ANALISAR TEMAS PERTINENTES E CONSTRUIR CONHECIMENTO SOBRE ELES. APRESENTAR NOSSAS PROPOSTAS E EXERCER O DIREITO E O DEVER DE DEFENDER OS INTERESSES DAS CATEGORIAS REPRESENTADAS, ASSIM COMO NOSSA VISÃO DO QUE SEJAM OS INTERESSES DA CIDADE, DO ESTADO, DA SOCIEDADE BRASILEIRA. DENTRO DA LEI, ESTABELECEREMOS UM BANCO DE CONHECIMENTOS A SER COMPARTILHADO COM AS EMPRESAS QUE DESEJAM APOIAR ÉTICA E LEGITIMAMENTE POLÍTICOS PROMISSORES, AJUDANDO-OS A SE DESTACAR DAQUELES QUE NÃO COMPARTILHAM DE NOSSO CONCEITO DE NAÇÃO. QUEREMOS PLANEJAR O FUTURO, COM METAS DE LONGO PRAZO, E AO MESMO TEMPO FORTALECER A REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA DA ATIVIDADE IMOBILIÁRIA. PARA ILUSTRAR, CABE-NOS PAPEL ATIVO NA ATUALIZAÇÃO DO PLANO DIRETOR DA CIDADE DE SÃO PAULO. A CIDADE É COMPLEXA, CRESCEU QUARENTA VEZES NO SÉCULO VINTE. A LEGISLAÇÃO URBANA ORA VIGENTE DESDE 2002 TROUXE IMPORTANTES MELHORIAS BÁSICAS APÓS DÉCADAS DE MESMICE. MAS TEM FALHAS QUE VEM CAUSANDO VERDADEIRA FUGA DE EMPREENDIMENTOS DA CIDADE. EM 2002, 80% DOS PROJETOS NA REGIÃO METROPOLITANA ERAM NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO; EM 2008, SOMENTE CERCA DE CINCOENTA POR CENTO REMANESCERAM. OS DEMAIS MIGRARAM PARA AS CIDADES CONURBADAS DA REGIÃO. SIGNIFICA QUE PAULISTANOS PASSARÃO A NÃO CONTAR COM NOVAS MORADIAS PERTO DE ONDE TRABALHAM, E DE ONDE ESTUDAM SEUS FILHOS. AS MUDANÇAS SOMENTE DEVEM SER DEFINIDAS APÓS DISCUSSÕES TÉCNICAS, UTILIZANDO AS MAIS MODERNAS TECNOLOGIAS, COM O USO DE MODELOS TRIDIMENSIONAIS E SIMULADORES DE MOBILIDADE. DEPOIS, EXPLICAÇÕES DIDÁTICAS À POPULAÇÃO E NÃO SOMENTE MONTAGEM DE MASSA DE MANOBRA IDEOLÓGICA. SÃO INCONSEQUENTES AS PALAVRAS DE ORDEM DE MOVIMENTOS EGOÍSTICOS, QUE SOMENTE SE PREOCUPAM COM A SOMBRA NO FUNDO DE SEUS QUINTAIS. SERIAM INSUSTENTÁVEIS ATITUDES DE POLÍTICOS QUE, EVENTUALMENTE, LEGISLASSEM MAIS EM SEU PRÓPRIO BENEFÍCIO DO QUE DE SEUS ELEITORES. E POR FALAR EM ALTERAÇÃO, ESPERAMOS QUE O GOVERNO FEDERAL ACERTE NAS MODIFICAÇÕES GRADUAIS DA CADERNETA DE POUPANÇA. É UMA INSTITUIÇÃO DE GRANDE VOLUME, TRADICIONAL, QUERIDA E FIDELIZADA JUNTO AOS TRABALHADORES. ESSA FIDELIDADE NÃO FOI ABALADA DURANTE OS ANOS DE INFLAÇÃO GALOPANTE, COM IRRISÓRIOS RENDIMENTOS. PORQUE, AO INVÉS DE PUNIR POUPADORES, NÃO REDUZIR A TRIBUTAÇÃO DOS TÍTULOS PÚBLICOS QUE REMUNERAM OS FUNDOS? É GOVERNO PAGANDO IMPOSTO? DEZ PONTOS PERCENTUAIS A MENOS DE IMPOSTO PAGO E ARRECADADO PELO GOVERNO PODE SIGNIFICAR UM PONTO A MAIS DE REMUNERAÇÃO NOS FUNDOS E, COMO RESULTADO, COMPETITIVIDADE COM A POUPANÇA. MAIS: NÃO PODEMOS CORRER O RISCO DE QUE MODIFICAÇÕES EM SUA REMUNERAÇÃO SIRVAM COMO ARGUMENTO PARA ALTERAR O BEM SUCEDIDO DIRECIONAMENTO DE RECURSOS AOS FINANCIAMENTOS IMOBILIÁRIOS. EM 2008 E 2009, 30 BILHÕES DE REAIS POR ANO TERÃO SIDO EMPREGADOS PELOS BANCOS PROVENDO RECURSOS PARA MORADIA DA CLASSE MÉDIA. POUPANÇA DESTINADA À HABITAÇÃO É PATRIMÔNIO DA SOCIEDADE BRASILEIRA. E O CRÉDITO IMOBILIÁRIO DEVE EVOLUIR, PARA CADA VEZ MELHOR SERVIR À POPULAÇÃO. A ADOÇÃO DA TABELA PRICE É INCLUSIVA. USADA NO MUNDO TODO, PERMITE QUE FAMÍLIAS PAGUEM MENOS NO INÍCIO E MAIS, COM A EVOLUÇÃO AO LONGO DOS ANOS. LEGISLAÇÃO ANACRÔNICA, DO TEMPO DA CRISE DO CAFÉ EM 1933 IMPEDE ESTE PROGRESSO. O EXEMPLO DO MERCADO AUTOMOBILÍSTICO NOS FAZ ANSIAR PELA RÁPIDA REGULAMENTAÇÃO DA CONCENTRAÇÃO DE INFORMAÇÕES NA MATRÍCULA, ONDE RAPIDEZ, ECONOMIA E SEGURANÇA AGREGARÃO VALOR E LIQUIDEZ À PROPRIEDADE IMOBILIÁRIA. ASSIM TAMBÉM O CADASTRO POSITIVO, QUE, SOMADO ÀS FERRAMENTAS EXISTENTES HOJE, REFORÇARÁ A AGILIDADE NAS CONTRATAÇÕES E A SOLIDEZ DOS CRÉDITOS. DECORRÊNCIA NATURAL SERÁ A REDUÇÃO DOS JUROS E MAIOR INCLUSÃO SOCIAL. COM ESTA EVOLUÇÃO, A PORTABILIDADE DOS CRÉDITOS SERÁ FACILITADA, ADEQUANDO TAXAS DE JUROS AOS DIVERSOS MOMENTOS DA VIDA ECONÔMICA. POR FIM, É CRUCIAL QUE OS AGENTES FINANCEIROS REFORCEM SUAS EQUIPES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO. NOS ÚLTIMOS SEIS ANOS, O VOLUME DE FINANCIAMENTO CONTRATADO MULTIPLICOU POR DEZ, E O QUADRO DE PESSOAL SE MANTEVE PRATICAMENTE INALTERADO. NOVOS PROFISSIONAIS, ORGANIZAÇÃO ESTRUTURADA, MUITO TREINAMENTO E MOTIVAÇÃO NOS PARECEM INDISPENSÁVEIS. CRÉDITO E MORADIA SÃO INSTITUIÇÕES POSITIVAS, POIS AJUDAM A CONFORMAR O CARÁTER, OS VALORES E AS ATITUDES DOS BRASILEIROS. NOSSAS PUBLICAÇÕES, DEBATES, DIVULGAÇÃO DIDÁTICA EM DEFESA INTRANSIGENTE DAS BOAS INSTITUIÇÕES CONTINUARÃO. PROPRIEDADE COMO PRÉ-REQUISITO PARA A LIBERDADE, DEMOCRACIA REPRESENTATIVA, JUSTIÇA SOCIAL ASSOCIADA AO CAPITALISMO, ALÉM DE LUTA FERRENHA EM PROL DA SEGURANÇA JURÍDICA. E VAMOS FAZER NOSSO TRIBUTO À CREDIBILIDADE. COMO SERIA MAIS FÁCIL A BUROCRACIA EM NOSSO PAÍS SE AS PESSOAS PUDESSEM CONFIAR UMAS NAS OUTRAS. NÃO SERIA NECESSÁRIO PUNIR A TODOS COM DIFICULDADES E PRECAUÇÕES CUSTOSAS, DE ANTEMÃO. HAVERIA MAIS FACILIDADES PARA TRABALHAR, E AS PUNIÇÕES PESADAS SERIAM GUARDADAS ÀQUELES QUE SE DEMONSTRASSEM INDIGNOS DA CONFIANÇA. CONDOMÍNIOS E ADMINISTRADORAS SERÃO CADA VEZ MAIS FOCO DE NOSSA ATENÇÃO, NOTADAMENTE EMBUSCA DE EFICIÊNCIA E SEGURANÇA. É IRRESPONSÁVEL A ENTIDADE QUE SE PROGRAME PARA UM CONJUNTO DE METAS HOJE, E NÃO INCLUA JUNTO DELAS A SUSTENTABILIDADE. AFINAL, A CRISE ECONÔMICA, EM BREVE SERÁ PÁGINA VIRADA DOS LIVROS ACADÊMICOS. MAS, A AMEAÇA DE UM MUNDO MAL CUIDADO SERÁ PERENE POR ALGUMAS DÉCADAS, AINDA QUE NOS DEDIQUEMOS A ELA COM AFINCO E PROFISSIONALISMO. A CRISE AMBIENTAL, SOCIAL E CULTURAL NÃO É DO PLANETA. SE TUDO FIZERMOS DE MAIS ERRADO E DESAPARECERMOS DA TERRA, ESTA ESTARÁ VICEJANDO NOVAMENTE EM OUTROS DUZENTOS MIL ANOS, TALVEZ, COM OUTRAS ESPÉCIES VEGETAIS E ANIMAIS. A CRISE É DA HUMANIDADE, QUE PERECERÁ. PORTANTO, É O SER HUMANO QUE DEVE SER PRESERVADO, E PARA ISTO, O CONTEÚDO RACIONAL DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL E ECONÔMICO É PRIMORDIAL, JUNTO AO AMBIENTE E À CULTURA. O SETOR IMOBILIÁRIO SERÁ PROTAGONISTA NESTE SÉCULO DE DESENVOLVIMENTO DO PAÍS. A META É CUMPRIR NOSSO PAPEL, E AJUDAR NA CONSOLIDAÇÃO DO BRASIL COMO NAÇÃO. CONCLAMO A TODOS OS PARES DE NOSSA DIRETORIA, E AOS FUNCIONÁRIOS DO SECOVI, “VAMOS COMEÇAR DE ONDE ESTAMOS” MARTIN LUTHER KING UM DIA FALOU: “O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS, É O SILÊNCIO, COMPLACENTE E CONSTRANGEDOR, DOS BONS”. MUITO OBRIGADO!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mercado de imóveis novos na capital paulista vive nova realidade

Desempenho de vendas em novembro de 2008 foi inferior à média mensal praticada no ano, conforme a Pesquisa Secovi de Mercado, que agora traz mapas da cidade elaborados pelo GeoSecovi
As rápidas mudanças na economia mundial registraram forte intensidade em setembro e outubro de 2008. O mercado imobiliário na cidade de São Paulo não ficou imune aos reflexos da conjuntura mundial na economia nacional e, com isso, vive uma nova realidade. De acordo com a Pesquisa Secovi sobre o Mercado Imobiliário, o total de imóveis novos residenciais comercializados em novembro foi de 1.760 unidades. O volume ficou aquém dos resultados experimentados entre janeiro e agosto, momento de pleno aquecimento do mercado, com escoamento médio de 3,2 mil unidades mensais. Essas vendas resultaram em desempenho de comercialização, medido pelo indicador Vendas Sobre Oferta (VSO), expresso em porcentagem, de 8,4% - ou seja, de cada mil unidades em oferta, 84 foram escoadas em novembro. O índice é substancialmente superior aos 4,9% de outubro, mas inferior à média mensal praticada no ano, de 14,9%, no período de janeiro a outubro. Três e dois dormitórios são destaqueAssim como ocorreu com os lançamentos residenciais – conforme dados apurados pela Empresa Brasileira de Estudos sobre Patrimônio (Embraesp) –, unidades de três dormitórios também tiveram maior participação nas vendas em novembro. O escoamento de 861 imóveis desse tipo representou 48,9% do que foi vendido. Outro nicho que se destacou foi o de dois dormitórios, com 681 imóveis escoados, equivalente à fatia de 38,7% do total vendido no penúltimo mês do ano. Ou seja, as vendas desses dois segmentos (dois e três dormitórios) representaram 87,6% do total comercializado (1.542 unidades) em novembro.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Planejamento Estratégico para Administradoras de Condomínios

Capacitar profissionais para aplicar as técnicas adequadas na elaboração de um plano gerencial bem sucedido é o objetivo do curso
Com o setor da habitação nacional cada vez mais aquecido, a concorrência no setor tende a aumentar gradativamente. Sendo assim, todos os profissionais do segmento precisam estar atentos à movimentação do mercado e planejar cuidadosamente as ações para não perder terreno na competitividade.

Esse quadro inclui administradoras de condomínios eficientes. Para ajudar os profissionais que atuam neste segmento a se destacarem positivamente no mercado, por meio de diferentes soluções para os problemas do cotidiano, a Universidade Secovi promove o curso Planejamento Estratégico para Administradoras de Condomínios, de 14/9 a 19/10, às segundas-feiras.

Ministrado por Sérgio Lopes, mestre em Administração pela USP, com experiência profissional de 38 anos em áreas de Organização de Sistemas e TI em diversas empresas, o curso tem como objetivo principal capacitar os participantes a pensar e planejar as atividades de uma administradora de condomínios, visando seu desenvolvimento no mercado.

Conhecer e gerir as novas tendências do mercado, como os condomínios verdes, clubes residenciais, condomínios industriais e os condomínios integrados (morar-trabalhar)fazem parte do temário. Novos equipamentos e serviços prestados por estes empreendimentos, incluindo as ações de sustentabilidade e segurança serão amplamente abordados.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

MP legaliza correção pela Tabela Price

Com a sanção da Medida Provisória 459 pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, o sistema Price passa a constar em lei. Isso deve pôr fim a uma antiga discussão sobre a legalidade da tabela, que prevê parcelas pré-fixadas, mas que levanta a discussão do pagamento de juros sobre juros, que é proibido no Brasil.

"Ela traz legalidade para um sistema que já é usado no Brasil pelos bancos privados e pelas construtoras após a entrega das chaves", afirma o advogado Olivar Vitale Júnior, do Tubino Veloso, Vitale, Bicalho & Dias Advogados. "Nem os economistas têm consenso sobre isso", diz.

No Brasil, não é permitido cobrar juros acima de 12% ao ano, com exceção dos bancos. Uma taxa de 12% ao ano nominal representa 12,68% em função da correção monetária sobre 1% ao mês. Há pessoas que contratam o financiamento e depois entram na Justiça para pedir a devolução dos 0,68% ao ano, por exemplo.

Atualmente, a maioria dos bancos privados oferece a Tabela Price, mas a Caixa Econômica Federal, principal agente de fomento do setor, não. A inclusão do uso da Tabela Price na MP 459 foi incluída pelos parlamentares.

A Price tem prestações fixas e juros decrescentes. No SAC (Sistema de Amortização Constante), como o próprio nome já diz, há amortização constante do principal e os juros decrescentes.

Já o Sacre é uma variação do SAC, cujo objetivo é permitir uma maior amortização do valor emprestado e, consequentemente, a redução do percentual de juros sobre o saldo devedor. "Este sistema de amortização é utilizado pela Caixa Econômica Federal (CEF) e alguns bancos privados, tendo em vista que ele proporciona uma redução mais rápida do saldo devedor, na medida em que os juros vão diminuindo simultaneamente.

A diferença entre o SAC e o SACRE é a aplicação da taxa referencial (conhecida pelo acrônimo TR) na fórmula que define a prestação, fator que provoca a variação da amortização. Por conta disso, a prestação inicial é mais alta, mas vai diminuindo ao longo do período.

Em uma simulação feita pela consultoria a pedido do Valor, um apartamento de R$ 250 mil com entrada de R$ 100 mil, financiado em 25 anos, com taxas médias de mercado, começa com, uma prestação de R$ 1,9 mil pela tabela SAC e R$ 1,7 mil na Price. A Price é pré-fixada, portanto sem correção mensal, e a SAC pós-fixada com 0,045% ao mês. "A comparação entre as duas simulações mostra que a amortização SAC é mais barata, com custo efetivo total (que representa todos os custos envolvidos na operação) de 12,35% e a Price, 14,21%".

A SAC é mais vantajosa para clientes que queiram comprometer um valor maior da renda hoje ou que tenham objetivo de quitar o empréstimo antecipadamente - na tabela Price quase não há amortização do principal, e mesmo após alguns anos a dívida é praticamente a mesma do início.